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UPF pesquisa microalgas como fertilizante natural: o que essa descoberta confirma sobre o caminho que a ciência brasileira está validando

24 de jun.
7 min de leitura
Alga Marinhas

Mais uma universidade brasileira de ponta volta os olhos para as algas como solução biotecnológica para a nutrição de plantas. Entenda a pesquisa da UPF, a diferença entre micro e macroalgas — e por que a base científica da CERES Master Algas, construída na UFLA, segue uma trajetória própria e complementar dentro desse mesmo movimento.


Mais uma vez, a ciência brasileira está de olho no oceano — e em seus primos de água doce e salobra, as microalgas — como fonte de soluções para um dos maiores gargalos da agricultura nacional: a baixa eficiência de absorção de nutrientes minerais pelas plantas.


Uma pesquisa conduzida na Universidade de Passo Fundo (UPF), no Rio Grande do Sul, está desenvolvendo uma tecnologia que utiliza microalgas para recuperar nutrientes presentes em resíduos minerais — especialmente fósforo e potássio contidos em pó de rocha, elementos essenciais ao crescimento das plantas, mas que muitas vezes apresentam baixa disponibilidade para absorção vegetal quando estão ligados à matriz mineral.


A notícia reforça um padrão que vem se consolidando em diferentes polos de pesquisa do país: as algas — em suas diferentes formas e espécies — estão se tornando uma das fronteiras mais promissoras da biotecnologia agrícola brasileira.


🔬 O que a pesquisa da UPF está desenvolvendo


O projeto, desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Ambiental (PPGEng) da UPF e conduzido pelo pesquisador de pós-doutorado Alan Rempel, pela mestre Julia Lorenzato e pela doutoranda Viviane Simon, sob supervisão da professora Dra. Luciane Maria Colla, tem um objetivo tecnicamente sofisticado: utilizar o metabolismo das microalgas para solubilizar nutrientes minerais, incorporando-os à biomassa microalgal e transformando-os em produtos com potencial aplicação agrícola.


Em outras palavras: ao invés de descartar resíduos de pó de rocha ricos em fósforo e potássio — mas indisponíveis para as plantas porque estão "presos" na matriz mineral — os pesquisadores estão usando microalgas como bioconversoras, capazes de extrair esses nutrientes e disponibilizá-los em uma forma biologicamente acessível.


O trabalho envolve o cultivo de diferentes espécies de microalgas, como Scenedesmus obliquus, Spirulina platensis e Chlorella sp., em uma cooperação multidisciplinar que reúne o Laboratório de Bioquímica e Bioprocessos da UPF com o Programa de Pós-Graduação em Agronomia, sob participação do professor Dr. Edson Bortoluzzi.


A meta declarada pelo pesquisador Alan Rempel é clara: pretende-se produzir biofertilizantes e bioestimulantes mais sustentáveis, reduzindo a dependência de fertilizantes convencionais e promovendo o aproveitamento de resíduos gerados por outras atividades produtivas — contribuindo para soluções alinhadas aos princípios da economia circular.


⚠️ Uma distinção técnica importante: microalgas e macroalgas não são a mesma coisa


Antes de qualquer conexão com a tecnologia da CERES, é importante fazer uma distinção científica que muitas vezes se perde na cobertura jornalística sobre "algas na agricultura": microalgas e macroalgas marinhas são organismos biologicamente diferentes, com mecanismos de ação distintos.


Microalgas — como as utilizadas na pesquisa da UPF (Scenedesmus, Spirulina, Chlorella) — são organismos unicelulares, frequentemente cultiváveis em fotobiorreatores ou tanques controlados, com forte aplicação em bioconversão de resíduos, biorremediação e produção de biomassa rica em proteína.


Macroalgas marinhas — a base da tecnologia da CERES Master Algas — são organismos multicelulares de grande porte, coletadas em ambiente marinho natural, pertencentes às famílias Feofíceae (algas pardas/castanhas) e Rodofíceae (algas vermelhas), com uma matriz bioquímica naturalmente rica em fitohormônios, polissacarídeos estruturais (ácido algínico, manitol, laminarina) e compostos osmorreguladores (poliaminas, betaínas) desenvolvidos pela própria fisiologia da alga para sobreviver às condições extremas do ambiente marinho — exposição salina, variação de maré e estresse osmótico constante.


Essa diferença biológica não é um detalhe técnico irrelevante. É exatamente o que explica por que as macroalgas marinhas se tornaram a matéria-prima preferencial para bioestimulantes voltados à indução de resistência a estresses abióticos: elas já "treinaram" esses mecanismos de defesa ao longo de milhões de anos de evolução em um ambiente fisiologicamente hostil.


📌 Microalgas se destacam como bioconversoras eficientes de resíduos em nutrientes. Macroalgas marinhas se destacam como fontes naturais de moléculas de sinalização fisiológica e proteção ao estresse. São tecnologias complementares, não concorrentes — e ambas têm seu papel comprovado dentro da ciência de bioinsumos.

Um padrão nacional: a ciência brasileira está convergindo para as algas


O que a pesquisa da UPF confirma — junto a iniciativas semelhantes documentadas em outras universidades brasileiras, como a Universidade Federal do Paraná (UFPR), que obteve a primeira patente verde do país a partir de biofertilizante de microalga Arthrospira, e a própria Universidade Federal de Lavras (UFLA) — é que o Brasil está construindo, de forma distribuída e simultânea em diferentes polos acadêmicos, uma base científica robusta em torno do uso de algas para nutrição e bioestimulação vegetal.


Isso não é coincidência. É reflexo de três fatores que se sobrepõem: a urgência de reduzir a dependência brasileira de fertilizantes importados, a riqueza da biodiversidade aquática nacional — tanto de água doce quanto marinha — e o reconhecimento crescente, na comunidade científica internacional, de que extratos de algas representam uma das categorias de bioestimulantes com maior volume de evidência acumulada.


🌊 A trajetória científica da CERES Master Algas: macroalgas marinhas, desenvolvidas na UFLA


É importante reforçar, dentro desse contexto, que a tecnologia desenvolvida pela CERES Master Algas segue uma trajetória de pesquisa própria, com fundamento científico estabelecido especificamente na Universidade Federal de Lavras (UFLA) — não na UPF, nem replicando a abordagem de bioconversão de resíduos minerais com microalgas que a equipe gaúcha está desenvolvendo.


O Dr. Paulo César de Melo, sócio-diretor técnico da CERES Master Algas (CREA 32.517/D), conduziu o desenvolvimento dos bioextratos de macroalgas marinhas brasileiras com base em pesquisa aplicada na UFLA, posteriormente aprofundada com seu pós-doutorado na Universidade de Coimbra, em Portugal, junto à Faculdade de Ciência e Tecnologia, no Departamento de Ciências do Mar e Ambiente — uma trajetória acadêmica de mais de uma década dedicada especificamente à fisiologia de macroalgas marinhas e seu potencial bioestimulante.


O laudo técnico analítico da CERES documenta essa especificidade: bioextrato 100% derivado de macroalgas marinhas frescas das famílias Feofíceae e Rodofíceae, com composição rica em:


🔬 Fitohormônios naturais: auxinas, citocininas, giberelinas, betaína e zeatina

🔬 17 aminoácidos livres, incluindo prolina, arginina e ácido glutâmico

🔬 Polissacarídeos estruturais: ácido algínico, manitol e laminarina

🔬 Poliaminas e betaínas para osmorregulação

🔬 Micronutrientes quelados: Fe, Co, Cu, Zn, Mn, Mo, B

🔬 Carbono orgânico entre 12% e 18%


🔄 O que a pesquisa de outras universidades significa para a credibilidade do setor


Para o produtor que está avaliando se investe ou não em bioestimulantes à base de algas, notícias como a da pesquisa da UPF cumprem um papel importante: elas reforçam, com o peso institucional de universidades públicas brasileiras de excelência, que o caminho das algas como insumo biotecnológico para a agricultura não é modismo de mercado — é um campo de pesquisa sério, ativo e em expansão em múltiplas frentes simultaneamente.


Quando a UPF investiga microalgas para solubilização de fósforo e potássio, quando a UFPR patenteia um biofertilizante de Arthrospira, e quando a UFLA desenvolve, há mais de uma década, a tecnologia de bioextratos de macroalgas marinhas que fundamenta a CERES — o conjunto dessas iniciativas está construindo, tijolo por tijolo, a credibilidade científica de toda uma categoria de bioinsumos.


Isso beneficia diretamente o produtor: mais pesquisa, mais validação, mais opções tecnológicas especializadas para diferentes necessidades agronômicas — desde a recuperação de fósforo fixado em solos tropicais até a indução de resistência sistêmica a estresses climáticos.


🌿 Por que a especificidade da matéria-prima importa na hora de escolher


O crescimento do interesse científico e comercial por "algas na agricultura" também traz um risco para o produtor menos informado: tratar todas as soluções à base de algas como equivalentes, quando na prática elas atendem propósitos agronômicos distintos.


Ao avaliar um bioestimulante de algas para seu manejo, vale a pena entender:


Qual organismo é a base da formulação — microalga unicelular ou macroalga marinha multicelular?

Qual mecanismo de ação predomina — bioconversão/solubilização de nutrientes ou sinalização hormonal e proteção ao estresse?

Qual o histórico de validação em campo — pesquisa em fase laboratorial ou tecnologia já consolidada após anos de aplicação comercial?

Qual a rastreabilidade da matéria-prima — origem documentada e processo de bioextração conhecido?


A CERES Master Algas responde a cada uma dessas perguntas com mais de uma década de aplicação prática: macroalgas marinhas brasileiras das famílias Feofíceae e Rodofíceae, mecanismo de ação fisiológico e hormonal documentado em laudo técnico, tecnologia desenvolvida e validada desde a origem na UFLA, com produção e distribuição estabelecidas para todo o agronegócio nacional.


🎯 Cada vez mais provas de que o futuro da nutrição vegetal passa pelas algas


A pesquisa da Universidade de Passo Fundo sobre microalgas é uma contribuição valiosa para a ciência brasileira de bioinsumos — especialmente para o desafio específico de destravar fósforo e potássio presos em resíduos minerais, dentro de uma lógica de economia circular que merece reconhecimento.


Para o produtor que acompanha o setor, o recado é duplo: por um lado, a quantidade crescente de pesquisa universitária séria em torno de algas — sejam micro ou macro — reforça a maturidade científica desse campo. Por outro, é fundamental entender que tecnologias diferentes, baseadas em organismos diferentes, entregam resultados agronômicos diferentes.


A CERES Master Algas segue, com convicção e mais de uma década de resultado comprovado em campo, a trajetória que nasceu na Universidade Federal de Lavras: macroalgas marinhas brasileiras como fonte de fitohormônios, polissacarídeos bioativos e osmorreguladores que potencializam a fisiologia da planta e a eficiência de uso de qualquer fertilizante já aplicado.


"A ciência brasileira está investindo em algas como o futuro da nutrição vegetal — em múltiplas frentes, em múltiplas universidades. A CERES Master Algas tem orgulho de fazer parte desse movimento desde sua origem na UFLA, com uma tecnologia própria, validada e pronta para o campo: o bioextrato de macroalgas marinhas brasileiras."

👉 Conheça os bioextratos de macroalgas marinhas da CERES, desenvolvidos a partir da pesquisa científica da UFLA, e leve essa tecnologia para o seu manejo.cerestecnologia@gmail.com | (35) 9 9214-2447 | ceresmasteralgas.com

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