A ESALQ está pesquisando o que acontece com a biodiversidade do solo quando você combina fertilizante mineral com aditivo biológico — e o resultado muda tudo

Uma pesquisa em andamento na Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) avalia os efeitos de aditivos biológicos associados a fertilizantes minerais sobre a biodiversidade do solo. O tema não é novo para quem conhece os bioextratos de macroalgas marinhas da CERES — mas o peso institucional da ESALQ validando esse mecanismo diz algo importante sobre o futuro da nutrição vegetal no Brasil.
Quando a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo — a ESALQ, referência histórica da pesquisa agronômica brasileira e uma das instituições de ciência do solo mais respeitadas da América Latina — decide investigar os efeitos de aditivos biológicos associados a fertilizantes minerais sobre a biodiversidade do solo, o setor precisa parar e prestar atenção.
Não porque o tema seja novo. Mas porque a instituição que o está validando define, pela sua tradição e rigor metodológico, que esse é um problema científico de primeira linha — e que as respostas que surgirão dessa pesquisa vão orientar o manejo nutricional da agricultura brasileira por anos.
A notícia publicada pela UDOP em 6 de agosto de 2026 revela que a ESALQ conduz atualmente pesquisa específica sobre os efeitos de aditivo biológico aplicado junto com fertilizante mineral e a relação desse uso combinado com a biodiversidade do solo.
Para quem conhece a composição dos bioextratos de macroalgas marinhas da CERES Master Algas — e especialmente seu laudo técnico analítico — essa pesquisa não está investigando uma hipótese distante. Está validando, com o peso metodológico da maior escola de agronomia do Brasil, o mecanismo de ação que os bioextratos já exploram há mais de uma década.
🌍 Por que "biodiversidade do solo" é a variável mais importante que a maioria dos produtores ainda não coloca no orçamento
Existe uma tendência no agronegócio de tratar o solo como substrato — como o meio físico onde a raiz se ancora, onde o fertilizante se dissolve e de onde a planta extrai nutrientes. Essa visão é tecnicamente incompleta, e a pesquisa da ESALQ está explorando exatamente o que ela deixa de fora.
O solo é um ecossistema vivo. Em um grama de solo agrícola saudável, existem entre 10 mil e 100 mil espécies de microrganismos — bactérias, fungos, arqueias, protozoários, nematoides e vírus — que interagem em uma rede de relações simbióticas, competitivas e cíclicas de uma complexidade que a ciência ainda está mapeando. Essa comunidade microbiana — o microbioma do solo — não é um detalhe periférico da fertilidade. É o motor central dela.
São os microrganismos do solo que:
✅ Decompõem a matéria orgânica e liberam nutrientes em formas assimiláveis pelas raízes
✅ Solubilizam fósforo e potássio fixados na matriz mineral, tornando-os biodisponíveis
✅ Fixam nitrogênio atmosférico em formas assimiláveis, reduzindo a demanda por N mineral
✅ Produzem fitohormônios e substâncias húmicas que estimulam o crescimento radicular
✅ Suprimem patógenos de solo por competição e antibiose
✅ Formam agregados que melhoram a estrutura, aeração e retenção de água
Quando a biodiversidade desse ecossistema é comprometida — por uso excessivo de fertilizantes salinos, aplicação intensiva de agroquímicos ou preparo intensivo do solo — o retorno de cada unidade de fertilizante aplicado cai. O solo continua recebendo nutrientes, mas a "engrenagem biológica" que os disponibiliza para a planta está danificada.
📌 A pergunta que a ESALQ está respondendo é: quando você aplica um aditivo biológico junto com o fertilizante mineral, o que acontece com essa engrenagem? Ela melhora? Em quanto? Quais espécies se beneficiam? Por quais mecanismos?
🔬 O que a ciência já sabe — e o que a pesquisa da ESALQ está aprofundando
A literatura científica já acumulou evidências sólidas sobre a relação entre matéria orgânica, aditivos biológicos e microbioma do solo. Os achados mais relevantes para contextualizar a pesquisa da ESALQ:
Carbono orgânico como substrato da microbiota: a biomassa microbiana do solo é diretamente proporcional ao teor de carbono orgânico disponível. Solos com maior carbono orgânico sustentam comunidades microbianas mais diversas, mais resilientes e mais ativas nas funções de ciclagem de nutrientes. Cada ponto percentual de carbono orgânico a mais no solo representa maior capacidade de reter e disponibilizar nutrientes de forma biológica.
Aditivos biológicos como moduladores de comunidades: estudos publicados na literatura de microbiologia do solo documentam que compostos de origem biológica — como polissacarídeos, ácidos húmicos e extratos de plantas e algas — alteram a composição das comunidades microbianas da rizosfera, favorecendo grupos funcionais específicos como bactérias solubilizadoras de fósforo, fungos micorrízicos e bactérias promotoras de crescimento vegetal.
A combinação com fertilizante mineral: a hipótese que a ESALQ está testando é que o aditivo biológico, quando aplicado junto com o fertilizante mineral, pode modular o impacto do sal fertilizante sobre a microbiota — que naturalmente sofre efeito de estresse osmótico na zona de aplicação do adubo — e simultâneamente amplificar a atividade dos grupos microbianos que aceleram a disponibilização dos nutrientes minerais aplicados.
O registro da pesquisa na FAPESP confirma o tema exato: "Efeitos de aditivo biológico em fertilizante mineral e sua relação com a biodiversidade do solo" — uma linha de investigação que tem metodologia molecular (uso de técnicas de sequenciamento para avaliação de biodiversidade de microrganismos em solos agrícolas) e não se contenta com a produtividade como variável de resposta. Quer entender o mecanismo biológico subsuperficial que explica o resultado agronômico.
🌊 Por que os bioextratos de macroalgas marinhas da CERES são a tecnologia mais alinhada a esse mecanismo
O laudo técnico analítico dos bioextratos de macroalgas marinhas da CERES Master Algas revela por que essa tecnologia está tão bem posicionada nesse contexto: ela age exatamente na interface entre fertilizante mineral e microbioma do solo — o espaço que a pesquisa da ESALQ está investigando.
Carbono orgânico entre 12% e 18% por volume:Esse é o dado mais diretamente relevante para a pesquisa da ESALQ. Carbono orgânico nessa concentração, quando aplicado via fertirrigação, entra em contato com a rizosfera e atua como substrato energético para a microbiota do solo. Bactérias heterótrofas — que dependem de carbono orgânico como fonte de energia — têm sua atividade amplificada na presença desse aporte externo, especialmente em solos com baixo teor de matéria orgânica nativa.
Polissacarídeos de alta atividade biológica:O ácido algínico presente nos bioextratos é um polissacarídeo aniônico de cadeia longa que, ao entrar em contato com o solo, tem duas funções simultâneas: estimula bactérias que produzem pectinases e alginatases (aumentando o ciclo de carbono), e forma complexos com cátions metálicos como Fe³⁺ e Al³⁺ que normalmente fixam o fósforo no solo tropical, liberando parcialmente o P para a microbiota e para as raízes. A laminarina, por sua vez, é um elicitor de resistência microbiana e vegetal, estimulando a produção de enzimas como beta-glucanases e quitinases por microrganismos e pela própria planta.
Poliaminas e betaínas como protetores da microbiota em estresse:Quando o fertilizante mineral é aplicado em concentração, gera um pico de estresse osmótico na zona radicular que pode temporariamente suprimir parte da microbiota sensível. As poliaminas e betaínas presentes nos bioextratos da CERES atuam como osmoprotetores não apenas para a planta, mas também para microrganismos benéficos do solo — exatamente o mecanismo que a hipótese da pesquisa da ESALQ está testando: que o aditivo biológico modula o impacto do sal fertilizante sobre a comunidade microbiana.
Aminoácidos livres como nutrição da microbiota:Os 17 aminoácidos livres documentados no laudo — incluindo ácido glutâmico (0,35%), glicina (0,41%) e ácido aspártico (0,345%) — são fontes de nitrogênio orgânico prontamente assimiláveis por bactérias e fungos do solo, alimentando grupos microbianos que participam da ciclagem de nutrientes e da supressão de patógenos.
💡 A pesquisa da ESALQ está investigando o mecanismo de ação que os bioextratos de macroalgas marinhas da CERES já exploram: o aditivo biológico como modulador positivo da biodiversidade do solo em associação com o fertilizante mineral. A UFLA criou a tecnologia. A ESALQ está explicando por que ela funciona.
🔄 A cadeia de valor que emerge da pesquisa: solo mais vivo → fertilizante mais eficiente → produção mais rentável
O que a pesquisa da ESALQ provavelmente vai confirmar — com o rigor metodológico de sequenciamento molecular que não era disponível há dez anos — é uma cadeia de causalidade que agrônomos mais atentos já observam no campo:
Aditivo biológico aplicado com fertilizante → proteção da microbiota benéfica contra estresse salino do adubo + fornecimento de carbono orgânico como substrato microbiano → maior diversidade e atividade dos grupos funcionais que solubilizam P, fixam N e produzem fitohormônios → maior biodisponibilidade dos nutrientes do fertilizante aplicado → maior Eficiência no Uso de Nutrientes (EUN) → maior produtividade com o mesmo volume de adubo.
Essa cadeia tem uma implicação econômica direta: em um cenário de fertilizantes importados mais caros e voláteis, cada ponto percentual de melhoria na EUN representa redução real no custo por unidade produzida. Não é abstrato — é resultado mensurável.
📊 O contexto que torna essa pesquisa especialmente urgente em 2026
A escolha da ESALQ por estudar esse tema agora não é casual. O momento é estratégico por três razões convergentes:
Pressão sobre o custo do fertilizante mineral: com 88% dos fertilizantes consumidos no Brasil sendo importados e o MAP acumulando altas de 20% em dois meses em 2026, qualquer tecnologia que aumente a EUN tem retorno econômico imediato e crescente sobre o investimento realizado pelo produtor.
Lei dos Bioinsumos (Lei nº 15.070/2024) em regulamentação: o marco regulatório para bioinsumos está sendo construído, e pesquisas institucionais da ESALQ sobre mecanismos de ação de aditivos biológicos no solo contribuem diretamente para a base de evidências que orienta a regulamentação técnica do setor.
Demanda por dados moleculares de qualidade: o mercado global de bioinsumos, que ultrapassa R$ 7 bilhões no Brasil com projeção de crescimento de 11% em 2026 segundo a Abisolo, está amadurecendo em termos de exigência de evidências — produtores e distribuidores cada vez mais exigem dados mecanísticos (o que acontece no solo, não apenas quanto rendeu) para tomar decisões de adoção de novas tecnologias.
🌿 A CERES Master Algas e a UFLA: duas instituições, uma trajetória paralela de pesquisa
É relevante notar que a ESALQ e a UFLA — onde a tecnologia de bioextratos de macroalgas marinhas da CERES foi desenvolvida — são as duas maiores instituições de pesquisa em ciência do solo e nutrição vegetal do Brasil. O fato de a ESALQ estar agora investigando o mecanismo de aditivos biológicos sobre o microbioma do solo é um reflexo do mesmo movimento científico que levou o Dr. Paulo César de Melo a desenvolver, na UFLA, uma formulação de bioextrato de macroalgas marinhas especificamente projetada para atuar na interface solo-planta.
A convergência entre as duas instituições no tema valida o pressuposto central da tecnologia CERES: que o solo não é substrato passivo, mas ecossistema ativo — e que a eficiência da adubação mineral depende fundamentalmente da saúde e diversidade desse ecossistema.
As formulações da CERES — o Blend Binário e o Blend Ternário de Macroalgas Marinhas — são utilizadas como ingredientes de performance em programas de nutrição foliar e fertirrigação, com dosagens entre 5% e 20%, carregando:
🔬 Carbono orgânico entre 12% e 18% — substrato energético direto para a microbiota do solo🔬 Ácido algínico, manitol e laminarina — polissacarídeos que modulam comunidades microbianas e amplificam a solubilização de nutrientes
🔬 Poliaminas e betaínas — osmoprotetores que protegem a microbiota do estresse do fertilizante mineral
🔬 17 aminoácidos livres — nitrogênio orgânico prontamente assimilável por microrganismos benéficos
🔬 Fitohormônios naturais — estimuladores da rizosfera e da densidade de raízes que ampliam a zona de interação solo-microbiota
🔬 pH 6,5–6,9 • Densidade 1,02–1,05 g/cm³ • 100% solúvel em água
🎯 Conclusão: a pesquisa mais importante do solo brasileiro está confirmando o que a CERES já pratica
Quando a ESALQ direciona recursos e metodologia de ponta para investigar os efeitos de aditivos biológicos sobre a biodiversidade do solo em associação com fertilizantes minerais, ela está tornando científico algo que o campo já sinalizava empiricamente: o que você aplica junto com o adubo importa tanto quanto o adubo em si.
O solo não é o palco onde a nutrição vegetal acontece. É um dos principais atores dessa nutrição — e cuidar da biodiversidade desse ator é uma decisão agronômica de primeira linha, com retorno econômico mensurável em EUN, redução de custo por unidade produzida e resiliência de longo prazo da produtividade.
Os bioextratos de macroalgas marinhas da CERES Master Algas foram desenvolvidos na UFLA com exatamente essa visão: não como substituto do fertilizante mineral, mas como o aditivo biológico que faz o fertilizante trabalhar num solo mais vivo, mais diverso e mais eficiente. A pesquisa da ESALQ está mapeando, com rigor molecular, o mecanismo que a CERES já entrega na prática.
"A ESALQ está investigando como aditivos biológicos alteram a biodiversidade do solo quando usados com fertilizantes minerais. Os bioextratos de macroalgas marinhas da CERES, desenvolvidos na UFLA, foram projetados exatamente para ser esse aditivo — com carbono orgânico, polissacarídeos e aminoácidos que alimentam e protegem o ecossistema microbiano que torna o fertilizante mais eficiente safra após safra."




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